A dermatite atópica também conhecida como eczema, é uma doença inflamatória crônica da pele caracterizada por pele extremamente seca, escamosa, irritada e com prurido recorrente.
Nesse conteúdo, entenda quais são as diferenças entre dermatite e dermatose.
Como surge a dermatite atópica?
As pessoas com pele atópica tem frequentemente crises periódicas que podem ser desencadeadas por uma combinação de fatores como o estresse, exposição a substâncias que provocam reações alérgicas, condições ambientais e pré-disposição genética.
Além disso, as pessoas afetadas por esta doença têm um sistema imunológico altamente reativo e são frequentemente propensas a alergias como asma e renite alérgica.
Quem pode ter dermatite atópica?
Embora a dermatite atópica possa aparecer em qualquer idade, é mais comum na infância.
De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a dermatite atópica afeta cerca de 20% das crianças sendo que 5% apresentam a forma mais grave da doença.
Como a dermatite atópica se manifesta?
A dermatite atópica pode ser dividida em três estágios conforme a idade:
- Fase infantil: 3 meses a 2 anos de idade, aparecem lesões sobretudo em bochechas, pescoço, punhos e pés;
- Fase pré-puberal: 2 a 12 anos de idade, as lesões são mais comuns em áreas de dobras como na frente do cotovelo e atrás dos joelhos;
- Fase adulta: a partir de 12 anos de idade, as lesões aprecem em áreas de dobras, nas axilas, além do pescoço e nuca.
A dermatite atópica em bebê provoca coceira, vermelhidão e pequenas feridas e casquinhas em partes do corpo – Foto: Freepik
Sintomas da dermatite atópica
Os principais sintomas da dermatite atópica são:
- Secura extrema da pele;
- Vermelhidão e irritação;
- Inflamação da pele;
- Escamas ou crostas;
- Dor;
- Coceira;
- Fissuras e descamação da derme;
- Alterações na cor da pele;
- Aparecimento de bolhas.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico, geralmente, é baseado no histórico clínico, sintomas e exame físico. Para diagnosticar a dermatite atópica e receber o tratamento adequado, é necessário procurar o médico dermatologista ou alergologista.
A dermatite atópica é transmissível?
Não. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a dermatite atópica tem origem genética, sendo assim, não é transmitida por contato.
Como é feito o tratamento
O tratamento da dermatite atópica consiste em aliviar os sintomas e controlar as crises com uma variedade de medidas de autocuidados e medicamentos:
- Cuidados com a pele: uso de sabonetes líquidos, uso de hidratantes livres de fragrância, banhos mornos e curtos são recomendados para melhorar a barreira natural da pele;
- Medicamentos tópicos: cremes não esteroides ou pomadas à base de corticosteroides podem ajudar a diminuir a inflamação e a irritação durante as crises;
- Curativos: a coceira pode machucar a pele e causar feridas abertas, o que facilita a contaminação das feridas por bactérias. O Spray de Barreira Vuelo, forma uma película de silicone que tem durabilidade de até 72 horas. Essa camada funciona como uma barreira que ajuda prevenir o contato dos agentes causadores externos com a pele.
Além de manter a pele saudável o Spray de Barreira preveni dermatites – Foto: Vuelo Pharma
- Antialérgicos: o uso de anti-histamínicos por via oral também pode ajudar no controle da coceira e melhorar o sono, principalmente à noite, mas seu efeito é temporário;
- Imunossupressores: em casos mais graves, quando outros tratamentos não são eficazes, os medicamentos imunossupressores podem controlar a resposta imunológica intensa;
- Tratamento psicológico: em decorrência das lesões na pele e das coceiras, a dermatite pode comprometer a qualidade de vida do paciente e provocar mudanças no comportamento, sendo necessário buscar ajuda médica.
Agora que você já sabe o que é dermatite atópica, conheça os 6 principais tipos de dermatites.
Andrezza Barreto
Andrezza Silvano Barreto
Enfermeira formada pela UFC | Pós-Graduanda de Estomaterapia pela UECE |
Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Cuidados Clínicos pela UECE |
Consultora Especialista de Produtos da Vuelo Pharma |
Consultora de produtos Kalmed Hospitalar desde 2021 |
Enfermeira da Equipe de Estomaterapia do Hospital Geral César Cals |
Colabora externa da Liga Acadêmica de Enfermagem em Estomaterapia (UFC) desde 2020 com atuação no ambulatório de feridas e incontinência urinária |
Preceptora da Pós-graduação em Estomaterapia – UFC no ambulatório de incontinência urinária