Você sabia que cerca de 8 em cada 10 canceres de pele são carcinomas basocelulares?
No Brasil, ele corresponde a aproximadamente 30% de todos os tumores malignos registrados no país.
Embora seja considerado um câncer de crescimento lento e com baixa taxa de metástase, isso não significa que ele seja inofensivo.
Abaixo vamos explicar o que é o carcinoma basocelular, suas causas, tipos e quando ele pode se tornar um risco para a sua saúde.
O que é carcinoma basocelular?
O carcinoma basocelular (CBC), também chamado de câncer basocelular, é o tipo mais comum de câncer de pele, originado nas células basais da epiderme.
Embora seja menos agressivo que o melanoma e raramente não cause metástase, não deve ser subestimado.
Se não tratado, o carcinoma basocelular pode crescer e invadir tecidos profundos, afetando nervos, cartilagem e até ossos.
O câncer basocelular é um tumor maligno que surge com maior frequência em áreas mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e couro cabeludo.
O carcinoma basocelular costuma se desenvolver em áreas frequentemente expostas ao sol – Foto: shutterstock
Principais causas e fatores de risco
A principal causa do câncer carcinoma basocelular é a exposição prolongada e repetida aos raios ultravioletas (UV), seja do sol ou de câmaras de bronzeamento artificial.
No entanto, há outros fatores que podem aumentar o risco de desenvolvimento esse tumor:
- Exposição contínua e desprotegida à radiação ultravioleta (UV): pessoas que trabalham ao ar livre ou que passam muito tempo expostas ao sol têm maior risco.
- Histórico familiar de câncer de pele: pessoas com parentes próximos diagnosticados com carcinoma basocelular ou outros tipos de câncer de pele têm risco elevado devido a predisposição.
- Idade acima de 50 anos: o carcinoma basocelular é mais frequente após os 50 anos, mas também pode afetar adultos mais jovens, devido à exposição solar inadequada.
- Sistema imunológico enfraquecido: a imunidade baixa, seja por doenças ou uso de medicamentos imunossupressores, aumentam o risco de câncer de pele.
- Exposição a substâncias químicas cancerígenas, como arsênio: o arsênico, um metal tóxico amplamente encontrado no meio ambiente, aumenta o risco de carcinoma basocelular e outros tipos de câncer.
Como em qualquer câncer de pele, a exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco – Foto: Adobe Stock
Tipos de carcinoma basocelular
Nem todos os carcinomas basocelulares são iguais. Os principais tipos são:
- Carcinoma basocelular nodular: é o subtipo mais comum, caracterizado por um nódulo avermelhado, brilhante e perolado, com pequenos vasos sanguíneos visíveis na superfície. Pode crescer lentamente, mas sem o tratamento adequado, pode se aprofundar na pele.
- Carcinoma basocelular superficial: aparece como manchas avermelhadas e descamativas, geralmente em áreas do tronco e costas. É mais frequente em pessoas idosas e, por ser praticamente assintomático (não coça, não dói e não sangra), muitas vezes passa despercebido.
- Carcinoma basocelular infiltrativo ou esclerodermiforme: embora menos frequente, esse tipo é o mais agressivo e invasivo. Surge como uma cicatriz esbranquiçada e endurecida, com bordas mal definidas, podendo invadir camadas mais profundas da pele e difícil de tratar.
- Carcinoma basocelular pigmentado: é semelhante ao tipo nodular, mas com coloração escura, podendo ser confundido com o melanoma.
Quando o carcinoma basocelular é grave?
Apesar de ter um crescimento lento e menor risco de metástase em comparação a outros cânceres de pele, o carcinoma basocelular pode se tornar grave quando:
- Não é tratado a tempo, permitindo que cresça e atinja camadas mais profundas da pele.
- Se localiza em áreas sensíveis, como rosto, olhos, nariz e orelhas, onde pode causar danos funcionais e estéticos.
- É do tipo infiltrativo ou esclerodermiforme, que apresentam crescimento agressivo e maior risco de recorrência.
- Atinge nervos e ossos, tornando a remoção mais difícil e podendo causar dor crônica.
A boa notícia é que o carcinoma basocelular tem altas taxas de cura, principalmente quando identificado precocemente.
O carcinoma basocelular pode ser grave se não for tratado – Foto: Adobe Stock
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico do carcinoma basocelular é feito por um dermatologista, que realiza um exame físico detalhado na pele. Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames complementares como a dermatoscopia e biópsia da pele,
O tratamento varia conforme o tipo, tamanho, localização e estágio do tumor, além das condições de saúde do paciente. Na maioria dos casos, a remoção cirúrgica é a principal abordagem, realizada com anestesia local em consultório ou clínica.
No entanto, para pacientes idosos com comorbidades ou dificuldades de locomoção, podem ser indicadas alternativas menos invasivas.
Os tratamentos mais utilizados são cirurgia excisional, cirurgia de Mohs, crioterapia, radioterapia e terapias-alvo. Em casos mais avançados, com metástases, pode ser necessário o uso de quimioterapia e medicamentos sistêmicos.
Prevenção e cuidados com a pele
A melhor forma de evitar o carcinoma basocelular é adotando cuidados diários com a pele:
- Use protetor solar diariamente com FPS 30 ou superior e reaplique a cada duas horas.
- Evite exposição excessiva ao sol, especialmente entre 10h e 16h.
- Utilize roupas de proteção UV, chapéus e óculos escuros.
- Evite câmaras de bronzeamento artificial, que aumentam o risco de câncer de pele.
- Utilize a Membrana Regeneradora Porosa Membracel para auxiliar na cicatrização da pele após remoção cirúrgica e completa do tumor. Além de proteger a área tratada, a membrana estimula a formação do tecido de granulação, acelerando o processo de cicatrização.
- Realize autoexames regularmente e procure um dermatologista caso note qualquer alteração na pele.
A Membracel reduz a área exposta da lesão em até 95%, isolando as terminações nervosas e aliviando a dor desde a primeira aplicação
Agora que você sabe como se prevenir, já parou para observar sua pele hoje? Se notar qualquer sinal suspeito, não ignore! Procure um dermatologista o quanto antes.
Andrezza Barreto
Andrezza Silvano Barreto
Enfermeira formada pela UFC | Pós-Graduanda de Estomaterapia pela UECE |
Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Cuidados Clínicos pela UECE |
Consultora Especialista de Produtos da Vuelo Pharma |
Consultora de produtos Kalmed Hospitalar desde 2021 |
Enfermeira da Equipe de Estomaterapia do Hospital Geral César Cals |
Colabora externa da Liga Acadêmica de Enfermagem em Estomaterapia (UFC) desde 2020 com atuação no ambulatório de feridas e incontinência urinária |
Preceptora da Pós-graduação em Estomaterapia – UFC no ambulatório de incontinência urinária