Você sabia que o câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos de tumores malignos registrados no país?
Isso significa que aproximadamente um em cada três casos de câncer diagnosticados é de pele.
Apesar dessa alta incidência, muitas pessoas ainda ignoram sinais importantes, e que pode custar um tempo valioso para o diagnóstico e tratamento.
Mas calma, porque ao longo deste artigo, vamos te mostrar como identificar os diferentes tipos de câncer de pele, os fatores de risco e quais são as melhores opções de tratamento.
O que é câncer de pele?
O câncer de pele é um dos tipos mais comuns de câncer do mundo. É um tumor que ocorre quando as células da pele sofrem mutações genéticas, levando a um crescimento descontrolado.
Na maioria dos casos, esse processo está diretamente relacionado à exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV), seja da luz solar ou de fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento.
Mas será que toda lesão na pele é preocupante? A resposta pode te surpreender.
O câncer de pele é mais comum em pessoas acima dos 40 anos, mas pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade ou do tom de pele – Foto: Adobe Stock
Embora existam cânceres de pele benignos e malignos, alguns tumores podem ser facilmente confundidos com lesões inofensivas. E é aí que mora o perigo: quanto mais cedo for o diagnóstico, maiores são as chances de tratamento.
Mas como saber se uma mancha, pinta ou ferida é algo sério? Logo abaixo, vamos te mostrar como diferenciar os tipos de câncer de pele e quais sinais não podem ser ignorados.
Principais tipos de câncer de pele
Nem todo câncer de pele é igual. Eles são classificados principalmente em melanoma e não melanoma:
Câncer de pele não melanoma
Este é o mais frequente, subdividido principalmente em:
Carcinoma Basocelular
Correspondendo a cerca de 70% dos casos de câncer de pele, o carcinoma basocelular é o mais frequente. Geralmente, é causado por exposição excessiva ao sol, e tende a crescer de forma lenta.
- Características: Crescimento lento e raramente se espalha para outras partes do corpo.
- Sintomas: Lesões que podem ser avermelhadas, brilhantes, translúcidas ou escurecidas, podendo ulcerar com o tempo.
Carcinoma Espinocelular
Representando aproximadamente 20% dos cânceres de pele não melanoma, o carcinoma espinocelular é mais agressivo e exige atenção redobrada.
- Características: Pode crescer rapidamente e, se não tratado a tempo, pode apresentar risco de metástase.
- Sintomas: Manifesta-se como nódulos ou lesões avermelhadas e ásperas que sangram com facilidade.
Câncer de pele melanoma
Considerado o tipo mais perigoso, o melanoma possui um alto potencial metastático se não identificado precocemente. Esse é o tipo de câncer de pele que você não pode ignorar.
- Características: Pode surgir a partir de pintas já existentes ou como uma nova lesão pigmentada.
- Sintomas: Mudança de cor, tamanho, formato de pintas ou até sangramento.
Principais tipos de câncer de pele – Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia
Fatores de risco para o câncer de pele
O câncer de pele pode afetar qualquer pessoa, mas alguns fatores aumentam o risco:
- Exposição excessiva ao sol sem proteção;
- Histórico familiar de câncer de pele;
- Pele clara e sensível, com tendência a queimaduras;
- Presença de muitas pintas ou lesões na pele;
- Uso frequente de câmaras de bronzeamento;
- Sistema imunológico enfraquecido.
Se você se encaixa em algum desses fatores, fique atento aos sinais que vamos abordar agora.
Sinais e sintomas do câncer de pele
Você já notou uma mancha ou ferida que não cicatriza? Um sinal que cresceu ou mudou de cor? O câncer de pele pode se manifestar de várias formas, como:
- Feridas que não cicatrizam em 4 semanas;
- Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram;
- Pintas que mudam de cor, tamanho ou formato.
O método ABCDE ajuda a identificar possíveis melanomas:
- Assimetria: uma metade diferente da outra;
- Bordas irregulares: contorno indefinido e irregular;
- Cor variável: diferentes tons de marrom, preto ou até azul e vermelho;
- Diâmetro: maior que 6mm (aproximadamente o tamanho de uma borracha de lápis);
- Evolução: mudança no tamanho, formato ou cor ao longo do tempo.
Método ABCDE – Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica
Se notar qualquer um desses sinais, procure um dermatologista o quanto antes.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico do câncer de pele começa com uma avaliação dermatológica detalhada e pode incluir uma biópsia para confirmação, caso necessário.
Após o diagnóstico, o tratamento pode variar conforme o tipo e o estágio do câncer de pele, e pode incluir:
- Cirurgia para remoção da lesão;
- Crioterapia, usando frio extremo para eliminar células cancerosas;
- Radioterapia ou quimioterapia, em casos mais avançados;
- Terapia fotodinâmica, que envolve a aplicação de um creme fotossensível seguido de luz específica para eliminar células cancerígenas.
- Imunoterapia e terapias-alvo, opções para melanomas agressivos.
Mas o que você precisa saber é que a melhor estratégia sempre será a prevenção.
Consultas regulares com dermatologistas são essenciais para identificar qualquer alteração na pele o mais rápido possível. Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso no tratamento.
Prevenção e cuidados com a pele
Se proteger contra o câncer de pele é mais fácil do que parece. Confira algumas dicas simples, mas poderosas:
- Evite exposição solar intensa entre 10h e 16h;
- Use protetor solar com FPS mínimo de 30 diariamente, mesmo em dias nublados;
- Vista roupas protetoras, como chapéus e óculos escuros;
- Examine sua pele regularmente, procurando por alterações suspeitas, como manchas ou lesões;
- Evite câmaras de bronzeamento artificial, que aumentam os riscos de câncer de pele.
Mas e se você já teve câncer de pele? É ainda mais importante redobrar os cuidados:
- Realize exames regulares com dermatologista;
- Aplique protetor solar com alto fator de proteção e reaplique sempre que necessário;
- Esteja atento a qualquer nova lesão ou mudança na pele.
Dica extra: Se você passou por um procedimento para remoção de câncer de pele, a Membrana Regeneradora Porosa Membracel pode ser uma grande aliada, pois ajuda a acelerar a cicatrização da pele, proporcionando uma recuperação mais rápida e eficiente.
A Membracel acelera a cicatrização e alivia a dor já na primeira aplicação – Foto: Vuelo Pharma
Agora que você conhece os principais tipos de câncer de pele, fica a pergunta: você já marcou sua consulta para um exame de rotina? Quanto antes o câncer de pele for identificado, maiores são as chances de tratamento adequado!
Andrezza Barreto
Andrezza Silvano Barreto
Enfermeira formada pela UFC | Pós-Graduanda de Estomaterapia pela UECE |
Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Cuidados Clínicos pela UECE |
Consultora Especialista de Produtos da Vuelo Pharma |
Consultora de produtos Kalmed Hospitalar desde 2021 |
Enfermeira da Equipe de Estomaterapia do Hospital Geral César Cals |
Colabora externa da Liga Acadêmica de Enfermagem em Estomaterapia (UFC) desde 2020 com atuação no ambulatório de feridas e incontinência urinária |
Preceptora da Pós-graduação em Estomaterapia – UFC no ambulatório de incontinência urinária